Sunday, 28 October 2007

Fazes-me falta




Contigo eu podia tudo o que eu tinha para ser, antes e depois e à margem desse trabalho de ser homem.
Sentia uma vontade violenta de me desmoronar em ti, Não, não era fazer amor. Fazer amor não existe, porra, o amor não se faz. O amor desaba sobre nós já feito, não o controlamos – por isso o sistema se cansa tanto a substituí-lo pelo sexo, coisa gráfica, aparentemente moldável. Também não era foder, fornicar, copular – essas palavras violentas com que tentamos rebentar o amor.Como se fosse possível.
Ela, a portuguesa por quem sou apaixonada... Inês Pedrosa em Fazes-me falta.

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