Sunday, 28 October 2007

Minha vida como um musical dos anos 30, Vamos fazer um filme

Salve Renato Russo, nesses tempos e nos outros.



Achei um 3x4 teu e não quis acreditar


Que tinha sido há tanto tempo atrás


Um exemplo de bondade e respeito


Do que o verdadeiro amor é capaz.


A minha escola não tem personagem


A minha escola tem gente de verdade


Alguém falou do fim-do-mundo,


O fim-do-mundo já passou


Vamos começar de novo:


Um por todos, todos por um.


- O sistema é maus, mas minha turma é legal


Viver é foda, morrer é difícil


Te ver é uma necessidade


Vamos fazer um filme.


E hoje em dia, como é que se diz: "- Eu te amo."?


Sem essa de que: "- Estou sozinho.


"Somos muito mais que isso


Somos pingüim, somos golfinho


Homem, sereia e beija-flor


Leão, leoa e leão-marinho


Eu preciso e quero ter carinho,


liberdade e respeito


Chega de opressão:


Quero viver a minha vida em paz.


Quero um milhão de amigos


Quero irmãos e irmãs


Deve de ser cisma minha


Mas a única maneira ainda


De imaginar a minha vida


É vê-la como um musical dos anos trinta


E no meio de uma depressão


Te ver e ter beleza e fantasia.


E hoje em dia, como é que se diz: "- Eu te amo."?


Vamos fazer um filme.




As postagens de hoje!


Hoje acordei na praia, comprei pão de queijo, lembrei de Radiografia Carioca e senti muita vontade de dançar. Tanta.
Marquei com Lieza o encontro das seis, aquele cheio de esperança. Antes disso aluguei Bonecas Russas por indicação certeira e liguei para Betinho.
- Ohhh Beto! Teu presente tá no meu carro. Quero dividir!
Com os balés de Tio Betinho acabei levando Pina Bausch pra mim. Eu mereço.
Nem sei quando vou encontrar o momento ideal para ler Pina Baush. Seria um desastre se eu foliasse uma se quer página sem poder ficar por ali as próximas 5 horas. Vou ser paciente.
Tenho uma avaliação para fazer ainda, pensei nela o dia todo.
Volto para Radiografia Carioca de Cia KHOROS, um espetáculo de raiz. Numa viagem tão atemporal quanto bem humorada já previa o release. Vontade de dançar.
Eu e Lieza, Eliane, Valmir, Douglas e mais mais esperança. Dia 1º de novembro todos nós sairemos da rotina artística Brusquemmm se lembra?? que tem arte por aqui? Hoje senti é vontade de arte. Amanhã vou espalhar a novidade, vou dançar minha vontade.
Logo depois Lieza e Audrey Tautou em minha casa. Que dupla! Misto-quente e vinho branco, que dupla!
Lá vem a avaliação para me chamar para a realidade. Ligo essa maquininha, resolvo fuçar a teia e adorei essa idéia de blog.
As postagens de hoje são esconderijos das minhas pastas perdidas, já cansei. Entretanto, quando aparecer novamente à margarida, eu colho.

The spell checker went wild!

TRANSITION FROM ENGLISH TO EURO-ENGLISH
European English:The European Commission has just announced an agreement whereby English will be the official language of the European Union rather than German, which was the other possibility.As part of the negotiations, the British Government conceded that English spelling had some room for improvement and has accepted a 5- year phase-in plan that would become known as "Euro-English".
In the first year, "s" will replace the soft "c". Sertainly, this will make the sivil servants jump with joy. The hard "c" will be dropped in favour of "k". This should klear up konfusion, and keyboards kan have one less letter.
There will be growing publik enthusiasm in t he sekond year when the troublesome "ph" will be replaced with "f". This will make words like fotograf 20% shorter.In the 3rd year, publik akseptanse of the new spelling kan be expekted to reach the stage where! more komplikated changes are possible.
Governments will enkourage the removal of double letters which have always ben a deterent to akurate speling.
Also, al wil agre that the horibl mes of the silent "e" in the languag is disgrasful and it should go away.By the 4th yer people wil be reseptiv to steps such asreplasing "th" with "z" and "w" with "v".
During ze fifz yer, ze unesesary "o" kan be dropd from vords kontaining "ou" and after ziz fifz yer, ve vil hav a reil sensi bl riten styl.Zer vil be no mor trubl or difikultis and evrivun vil find it ezi tu understand ech oza.
Ze drem of a united urop vil finali kum tru.Und efter ze fifz yer, ve vil al be speking German like zey vunted in ze forst plas.
If zis mad you smil, pleas pas on to oza pepl!!
My lovely friend from Russia sent this quite funny text to me today.
"Don´t take too long in Moscow Joel, we need people like you in Brusque. Take care darl!"

Rótulos

- Teu sobrenome tem cara de ser europeu, mas não é italiano, é?
Meu sobrenome para começo de história não tem cara de nada, tem é uma origem que anda tão longe e há muito tempo passou do hemisfério norte para o sul.
Mania que as pessoas têm de se apegarem aos sobrenomes. No grego a palavra mania é coisa de gente doida, então para não perder a mania falarei sobre sobrenomes, nomes sobre outros, e outros sobre nomes.
Meu nome já foi peça chave em várias conversas. Vem aquele e pergunta:
- Tu, filha dele? Conheço teu pai, tuas tias e até teu avô. Conheço toda tua família.
Logo imagina que me conhece também.
Coisa da genética, filho de peixe peixinho é, e quando não é, é porque passou por uma metamorfose e virou mamífero, ou seja, ovelha desgarrada, ou até mesmo acaba virando planta, fruta, aquela que cai longe do pé.
Embora referências familiares tenham seus méritos, suas vantagens, temos dificuldade de enxergar as influências e notar o que é original de cada um.
Alemão é tudo grosso! Os suecos todos lindos e a cozinha inglesa não serve nem para a família real. Rótulos, rótulos para tudo. Acho que criamos rótulos para fazermos de conta que sabemos mais sobre o mundo, conhecemos tanta gente e tantos lugares que podemos generalizar, rotular, pra então dizer na mesa de bar:
- Perfume só Francês, vinho pode ser Chileno, mas o Francês continua ainda o melhor.
Em uma dessas noites qualquer, que de tão qualquer são as melhores, eu e minha amiga do tempo das barbies sem acessórios mirabolantes, escolhemos um Filme Americano que se passava no México. Compramos um Vinho Uruguaio e pedimos Comida Chinesa. Com todo esse cenário globalizado percebi que a origem em forma de sobrenome que todos carregamos, já não fazia mais tanto sentido. Coisas e pessoas têm origem, mas será que a origem perdura como na genética?
Acho que não.
Lembrei que o aparelho de DVD onde assistimos o Filme Americano que se passava no México, e que acabei descobrindo que também possuía no elenco até brasileiros (orgulho!), era um Sansung. Aquela marca japonesa, que no entanto foi comprado no Paraguai com direito a selo de original e tudo mais.
Eu também tenho selo de original, diziam meus avós, cada um puxando pro o seu lado, italiano e alemão, só concordavam que ao menos eram europeus. Contudo, nunca entendi porque não voltaram, só nasceram lá, mas a impressão que dava era que nunca tivessem partido.
Eu me filiei ao Círculo Trentino, ouvi dizer que podemos ganhar dupla cidadania. Já pensou, serei de origem Italiana além de original do Brasil. Isso chega a me confundir um pouco. Original parece ser uma palavra positiva, de garbo, então porque não tentar ser original de dois lugares.
Original, segundo a maioria dos dicionários, é relativo a origem, primitivo, natural, que é feito sem modelos.
Ora, se é feito sem modelos, como eu hei de ser original? Tenho agora mais de uma origem, como o aparelho de DVD, que veio de um lugar com selo de outro.
Concluo que coisas e pessoas podem ser originais por terem várias origens, ou por não terem. Isso prova que origem e original são palavras sinônimas e antônimas.
Pra ficar mais claro é só pensar na moda que vem de Nova York ou de Milão, entretanto são fabricadas na China. E para qualquer brasileiro entender bem essa questão, basta refletir sobre o futebol que nasceu na Europa, mas faz jus ao nome na América Latina, sem contar com a Argentina, é claro! - caso contrário eu não soaria uma “Brasileira Original.”
(Karline S. Beber - 2000)

Fazes-me falta




Contigo eu podia tudo o que eu tinha para ser, antes e depois e à margem desse trabalho de ser homem.
Sentia uma vontade violenta de me desmoronar em ti, Não, não era fazer amor. Fazer amor não existe, porra, o amor não se faz. O amor desaba sobre nós já feito, não o controlamos – por isso o sistema se cansa tanto a substituí-lo pelo sexo, coisa gráfica, aparentemente moldável. Também não era foder, fornicar, copular – essas palavras violentas com que tentamos rebentar o amor.Como se fosse possível.
Ela, a portuguesa por quem sou apaixonada... Inês Pedrosa em Fazes-me falta.

Não pela pele, mas pela pupila


“Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.Tem que ter brilho questionador e inquietante.
A mim não interessa os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.Deles não quero resposta quero o meu avesso.Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Quero santos, para que duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero ombro e colo, quero também a maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim, metade bobeira, metade seriedade...Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem,mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos, quero-os metade infância e metade velhos. Crianças para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças ou velhos, nunca me esquecerei que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.”
Oscar Wilde